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Antes da planta, o preço: orçamento comanda a busca por imóvel em SP

Escrito por Lello Imóveis | Jul 28, 2026 1:00:00 PM

Mostramos como locatários e compradores pesquisaram, filtraram e escolheram onde viver nos primeiros seis meses do ano.

 

Toda busca por um imóvel conta uma história. E, quando essa busca acontece milhares de vezes, os dados começam a desenhar um retrato coletivo de como a cidade quer viver. Foi o que encontramos ao analisar o comportamento de quem procurou apartamentos, em nossa plataforma digital, para alugar ou comprar em São Paulo no primeiro semestre de 2026.

 

O resultado é um panorama que mistura orçamento, mobilidade, infraestrutura e estilo de vida. E que ajuda a entender uma pergunta simples, mas decisiva: o que faz alguém decidir que ali é o lugar certo para morar?

 

Onde a cidade quer estar

Mooca e Tatuapé lideram a preferência tanto de quem aluga quanto de quem compra.

 

Na locação, a Mooca aparece em primeiro lugar, com 11,3% das buscas, seguida por Tatuapé, com 9,7%, e Vila Mariana, com 6,0%. Na compra, a ordem se repete: Mooca (6,5%), Tatuapé (4,9%) e Vila Mariana (3,1%) também abrem o ranking.

 

 

 

 

 

Essa preferência tem relação direta com outro dado do levantamento: a proximidade do metrô. Vila Prudente, Tucuruvi e Tatuapé são as estações mais buscadas na locação, enquanto Tucuruvi, Vila Prudente e Tatuapé lideram também entre compradores, com participação ainda maior nesse grupo, entre 13% e 15% das buscas.

 

A coincidência entre bairros e eixos de transporte reforça que morar perto do metrô deixou de ser prioridade só de quem aluga. Compradores também colocam mobilidade entre os critérios que mais pesam na decisão.

 

O que pesa mais no bolso e na régua

O preço segue como o filtro mais usado nas duas pontas da jornada, com 41,7% das buscas na locação e 37,4% na venda. A diferença aparece no segundo critério, sendo que a metragem tem peso maior entre compradores, 16,5%, do que entre locatários, 13,5%.

 

 

 

 

Para locação, a decisão costuma ser mais imediata, guiada pelo limite do orçamento mensal. Já comprar parece envolver uma preocupação maior com o tamanho e a adequação do imóvel para os próximos anos, o que faz sentido para quem está pensando em ficar.

 

O condomínio virou parte da casa

Quando o assunto é o empreendimento como um todo, a piscina lidera nos dois públicos: 23,1% na locação e 21,6% na venda. Na locação, a academia vem logo depois, com 22,1%, enquanto entre compradores elevadores e academia aparecem na sequência da piscina.

 

 

Assim, podemos dizer que a busca não termina na porta do apartamento. Cada vez mais, a infraestrutura do condomínio é avaliada como parte da experiência de morar, funcionando como extensão dos ambientes da própria casa.

 

Alugar para o hoje, comprar para ficar

Os itens mais buscados dentro do imóvel também mudam bastante conforme o objetivo. Quem aluga procura sobretudo ar-condicionado, armários de cozinha e churrasqueira. Já quem compra tem a churrasqueira disparada em primeiro lugar, com 38% das buscas, seguida por varanda, armários de cozinha, área de serviço e sacada.

 

 

Na locação, os armários pesam porque reduzem o custo de entrada e o trabalho de uma mudança. Já churrasqueira e varanda aparecem com mais força entre os compradores porque estão associadas a uma visão de longo prazo, ligada ao prazer de viver e receber em casa.

 

O que esses números dizem sobre viver na cidade

Os dados do primeiro semestre de 2026 confirmam algo que a Lello observa de perto. Morar e comprar não são decisões isoladas, elas seguem lógicas próprias, mas conversam entre si. Preço, localização, mobilidade e infraestrutura formam um mesmo mapa de prioridades, ajustado conforme o momento de vida de cada pessoa.

 

Entender esse comportamento é também uma forma de aproximar quem busca um imóvel de decisões mais informadas, seguras e alinhadas com o jeito que cada um quer viver a cidade.