73% das buscas por aluguel em São Paulo já são por imóveis de até 2 dormitórios

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Levantamento da Lello Imóveis, com base em mais de 14,5 milhões de buscas realizadas no site entre 2024 e agosto de 2026, mostra que o interesse por imóveis compactos cresce ano após ano, tanto na locação quanto na compra, e que o acumulado parcial de 2026 já supera o resultado fechado de 2025.

 

Existe um movimento silencioso acontecendo na forma como São Paulo procura onde morar. Ele não aparece em uma única pesquisa isolada, mas na soma de milhões delas, repetidas ao longo dos últimos dois anos e meio. E o que esse volume de dados revela é consistente: o imóvel pequeno deixou de ser apenas uma opção de entrada no mercado e passou a ser, cada vez mais, a escolha preferida de quem busca um lugar para viver.
Para chegar a essa conclusão, analisamos uma amostra de 14,5 milhões de pesquisas realizadas na plataforma entre janeiro de 2024 e agosto de 2026. Foram consideradas apenas pesquisas de imóveis residenciais, casas e apartamentos, com até quatro dormitórios e que especificasse claramente o tipo de imóvel e a quantidade de quartos desejada.

 

O aluguel puxa a tendência

Na locação, a soma das buscas por imóveis de 1 e 2 dormitórios passou de 69% em 2024 para 72% em 2025. Até agosto de 2026, esse número já está em 73%, superando o resultado do ano inteiro anterior faltando ainda quatro meses para o fechamento do ano. Em outras palavras, o que era maioria em 2024 se tornou uma preferência ainda mais clara em dois anos.


O movimento aparece com força também quando se olha por tipo de imóvel. Entre as casas, a busca por 1 e 2 dormitórios saltou de 59% em 2024 para 64% em 2025 e já soma 67% no acumulado de 2026, o maior salto entre todas as categorias analisadas. Entre os apartamentos, o patamar já era alto e segue estável, de 74% em 2024 para 76% em 2025, com 75% no ano corrente. Ou seja, o apartamento compacto já era consolidado como preferência, mas agora é a casa pequena que ganha espaço em um segmento historicamente associado a famílias maiores.


Do outro lado dessa equação, os imóveis maiores perdem participação. As buscas por imóveis de 4 dormitórios na locação caíram de 8% em 2024 para 5% em 2025, com uma leve recuperação para 6% neste ano, ainda abaixo do patamar de dois anos atrás. Entre as casas, essa retração é ainda mais visível, de 13% para 9% e agora 8% das buscas.

 

 

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Na compra, o compacto já é maioria consolidada

Se na locação o crescimento do imóvel pequeno é uma tendência em curso, na compra ele já parece ser um comportamento maduro. Entre casas à venda, a soma de buscas por 1 e 2 dormitórios foi de 47% em 2024 para 52% em 2025, patamar que se mantém em 2026. Entre apartamentos à venda, o movimento é parecido, de 65% para 66%, também estável neste ano.

 

A leitura possível é que, na compra, a preferência por imóveis compactos já se consolidou nos últimos anos, enquanto na locação esse comportamento ainda está em movimento, crescendo de forma mais acelerada a cada período analisado. É como se o mercado de compra tivesse chegado primeiro a essa conclusão e o de aluguel estivesse, agora, alcançando o mesmo raciocínio.

 

O que está por trás desse movimento

Nenhum número existe isolado do contexto em que a cidade vive. Um dos fatores mais consistentes apontados pelo mercado imobiliário é a mudança no tamanho médio das famílias brasileiras, com mais pessoas morando sozinhas ou em núcleos menores, o que reduz naturalmente a necessidade de espaço. Some-se a isso a busca por praticidade no dia a dia, o peso do custo de manutenção de imóveis maiores e a preferência por localizações mais centrais e próximas do trabalho, onde o metro quadrado tende a ser mais disputado e o espaço, consequentemente, mais compacto.

 

Entender esse tipo de comportamento é parte do papel de conectar pessoas às cidades da forma mais informada possível. Não se trata apenas de acompanhar uma estatística, mas de entender o que ela revela sobre como as pessoas estão, de fato, decidindo viver hoje com mais praticidade, mais proximidade e um olhar mais objetivo sobre o espaço que realmente precisam para chamar de lar.

 

Os próximos meses vão mostrar se 2026 confirma essa curva de crescimento. Mas, com o acumulado parcial já superando o resultado de 2025, a tendência parece clara. O imóvel pequeno não é mais uma alternativa, mas tornou-se o novo ponto de partida da busca por moradia em São Paulo.

 

 

 

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